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Auxílio Emergencial – uma das saídas para a crise que vem por aí

Consultor da Fundação 1º de Maio, Claudio Prado
Publicado em: 07/março/21   |   Autor: Claudio Prado

Pandemia

A pandemia do Covid-19 no Brasil está fora de controle e apresenta uma segunda e terceira onda de contaminações e mortes. Cidades voltam a impor medidas mais rígidas de restrições. Para piorar, a vacinação está lenta e sem confirmação de compras de vacinas com urgência.

Uma nova rodada do Auxílio Emergencial já é dada como certa diante dos milhões de brasileiros que voltaram para a pobreza.


Desemprego

A população ocupada chegou a 85,6 milhões de brasileiros. Cerca de 14 milhões de cidadãos permanecem desempregados. Pela primeira vez na série anual, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Em 2020, o nível de ocupação foi de 49,4%, segundo o IBGE.


                                                         14 MILHÕES DE DESEMPREGADOS                            

O BRASIL TEM MAIS DE UMA SÃO PAULO INTEIRA DE DESEMPEREGADOS                                                                                                                                       12,3 MILHÕES - POPULAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO

                                                                                     

Informalidade

A taxa de informalidade chegou a 39,1% da população ocupada, o que representa 33,5 milhões de trabalhadores informais no país.

Subutilizados

Falta trabalho para 32,2 milhões de brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). São quase 33 milhões de cidadãos que estavam subutilizados no mercado de trabalho. 

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (trabalham menos de 40 horas semanais, mas poderiam e gostariam de trabalhar mais), e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos), incluindo os desalentados, que são aqueles que desistiram de procurar uma ocupação no mercado.


O contingente de trabalhadores subutilizados por: 

14 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram emprego nos últimos 30 dias;

6,7 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;

11,4 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): 

Grupo que inclui 5,7 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego);

Outras 5,7 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.


O fim do auxílio emergencial também pressiona o desemprego

Uma das regras para recebimento do auxílio é que a pessoa não tenha vínculo formal de trabalho. Com o fim do benefício, pessoas que estavam recebendo o pagamento devem passar a procurar emprego, sem ele R$ 48 bi deixarão de circular entre os mais pobres. 

A renda disponível dos mais vulneráveis deve ser atingida por várias frentes. Uma delas é a persistente alta da inflação dos alimentos, a outra a falta do auxílio emergencial.

Por esses motivos “Auxílio emergencial de R$ 600,00 já!”.

De abril até dezembro de 2020, 150,6 milhões de requerimentos foram processados e analisados, em que foram considerados 68,1 milhões de cidadãos que se enquadravam nas regras definidas para receber o auxílio emergencial.

Período

requerimentos

considerados

valores

total

abril até dezembro de 2020

150,6 milhões

68,1 milhões cidadãos

R$ 600 (R$ 1.200 para mães solo) - R$ 300

R$322 bilhões


Em 2020, o auxílio emergencial foi fundamental para garantir renda e proteção a mais de 67 milhões de pessoas, sendo responsável pela sustentação da atividade econômica pelo consumo das famílias, evitando que a queda do PIB de -4,1% não viesse a ser de duas a três vezes maior. 

É absolutamente fundamental o auxílio emergencial, principalmente em um contexto em que o desemprego foi para 14%, e junta mais o desalento de cerca de 30% da população do país que está sem renda.

É pouco o modelo apresentado pela equipe econômica, que prevê R$ 250 por mês para 46 milhões de brasileiros, em quatro parcelas, ao custo de R$ 11,5 bilhões por mês, R$ 46 bilhões no total. 

por mês

parcelas

brasileiros

por mês

total

R$ 250

04

46 milhões

11,5 bilhões

R$ 46 bilhões


Além de servir como fonte de subsistência para boa parte da população, o auxílio também teve como efeitos a diminuição da desigualdade de renda e a redução da pobreza no Brasil a níveis historicamente baixos. Economistas estimam que, após a virada do ano, milhões de brasileiros voltaram à situação de pobreza por causa do fim do auxílio. Sem o auxílio emergencial, a renda de trabalhadores informais pode cair até 37%, afirma a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Brasil depende do setor de serviços em 2021 para retomar o crescimento sem tropeços, dizem economistas. Segundo eles, o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) do país só avança neste ano se houver retomada firme de vendas e emprego em comércio, salões de beleza, restaurantes, bares, transportes e outros segmentos de serviços. O problema, afirmam, é que essas atividades precisam da população imunizada contra o coronavírus, ou, caso a vacinação seja lenta, como está acontecendo atualmente, precisamos do auxílio emergencial que possa ter às condições de giro necessário para a economia. 

Assim, precisamos de R$ 600,00, o valor mínimo de uma cesta básica, este é valor ideal do auxílio emergencial para 2021. Urgente!


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