Fique por Dentro

O legado das eleições 2020

Na foto, o membro da Fundação 1º de Maio, Diogo Telles
Publicado em: 24/novembro/20   |   Autor: Diogo Telles

Iniciamos 2020 como um ano decisivo para a política brasileira, porém, logo no início deste período muito importante para nós, fomos surpreendidos pela pandemia do novo coronavírus e tudo ficou mais confuso do que todos previam.

A pandemia trouxe a disputa de 2018 à tona e algo que deveria ser um consenso entre todos os espectros políticos, se tornou uma disputa de quem tem mais razão: os que defendiam a ciência e os que iam para o lado do “achismo”. E quem saiu perdendo mais uma vez? O povo!

Embora ainda não tenhamos vencido o vírus, acredito que a população demonstrou nas urnas que devemos seguir quem respeita a ciência e defende a vida. 

Quando imaginávamos que seria o ano em que se colocaria à prova o efeito das eleições 2018 (quando a direita obteve muito sucesso nas urnas) ou, veríamos a esquerda voltar a se destacar, o que vimos foi o centro eleger a maior quantidade de prefeitos em todo o país.

Seria uma demonstração de que a população está cansada do extremismo? Seria porque ninguém aguenta mais que a política se limite ao certo e errado sem que possamos expressar nosso ponto de vista?

Acredito, particularmente, ser fundamental e necessário o debate dos extremos. Pois, desta forma, vamos ter a certeza que é no centro que está o ponto de convergência. É no centro que se absorve as diferenças, não é à toa o resultado das eleições ser decepcionante tanto para um lado quanto para o outro. O povo precisa de políticas públicas que atendam suas necessidades, o povo quer que as coisas aconteçam sem que tenhamos que viver nos rivalizando por ideias retrógradas e cheias de autoritarismos.

Temos que nos conscientizar que aquele(a) que se elege, tem que governar para todos e não somente para sua claque.

O povo decidiu que não quer ser do lado A ou do lado B, o povo decidiu que quer a união das boas ideias para termos um país melhor.

Viva a democracia!


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